O
jornalista estava em um helicóptero que caiu na Rodovia Anhanguera, em
São Paulo, e bateu na parte dianteira de um caminhão que transitava pela
via. O piloto Ronaldo Quattrucci também morreu no acidente.
Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e
colunista da revista "IstoÉ". Ele trabalhou nos jornais “O Globo”, “O
Dia”, “O Estado de S. Paulo” e “Jornal do Brasil”.
Na década de 1990, teve uma coluna diária no "Bom Dia Brasil", na TV
Globo, e trabalhou no "Jornal da Globo". Foi ainda diretor de jornalismo
da Band e teve passagem pelo SBT.
A morte do jornalista causou comoção entre políticos, personalidades e jornalistas.
Perfil
Filho de diplomata, Ricardo Eugênio Boechat nasceu em 13 de julho de
1952, em Buenos Aires. O pai estava a serviço do Ministério das Relações
Exteriores na Argentina.
Boechat era recordista de vitórias no Prêmio Comunique-se – e o único a
ganhar em três categorias diferentes (Âncora de Rádio, Colunista de
Notícia e Âncora de TV).
Em pesquisa do site Jornalistas & Cia em 2014, que listou cem
profissionais do setor, Boechat foi eleito o jornalista mais admirado.
Ele lançou em 1998 o livro “Copacabana Palace – Um hotel e sua história”
(DBA).
O jornalista deixa a mulher, Veruska, e seis filhos.
Começo da carreira
Boechat começou a trabalhar assim que deixou a escola, na virada de
1969 para 1970, após um período de militância em que fez parte do quadro
de base do Partido Comunista em Niterói (RJ).
O pai de uma amiga, diretor comercial do "Diário de Notícias", foi quem o convidou.
"Note que eu mal batia à máquina, não tinha noção de rigorosamente
nada. Tinha morado a vida inteira em Niterói. O Rio de Janeiro para mim
era o exterior", comentou ao site Memória Globo (leia o depoimento completo).
Um de seus primeiros textos foi uma nota exclusiva sobre Pelé, que lhe garantiu mais espaço no jornal.
Depois, Boechat passou a escrever na coluna de Ibrahim Sued
(1924-1995), no mesmo "Diário de Notícias". Ele considerava o período de
14 anos em que trabalhou com Sued como decisivo para sua "formação como
repórter".
"Eu pude ter uma escola na qual a doutrina era procurar informações, e
por trás de mim o primeiro e maior dos pitbulls que eu já conheci, que
era ele, rosnando no meu ouvido 24 horas por dia."
Ricardo Boechat em foto de arquivo da TV Globo — Foto: Acervo TV Globo
Boechat saiu em 1983, quando a coluna já era publicada em "O Globo",
após uma briga com o titular. Mudou-se, então, para o "Jornal do
Brasil", a convite do concorrente Zózimo Barroso do Amaral, tendo
retornado a "O Globo" pouco depois, na coluna "Swann".
Em uma segunda passagem pelo jornal, que durou até 2001, foi titular de uma coluna que levava o seu nome.
Boechat deu uma palestra a representantes da indústria farmacêutica em
Campinas, no interior do estado, na manhã desta segunda e retornava a
São Paulo por volta das 12h. Ele deveria pousar no heliponto da Band, no
Morumbi, Zona Sul da capital paulista.
Anúncio na Band
José Luiz Datena, apresentador da TV Band, anunciou a morte do colega às 13h51 durante programação da emissora.
"Com profundo pesar, desses quase 50 anos de jornalismo, cabe a mim
informar a vocês que o jornalista, amigo, pai de família, companheiro,
que na última quarta, que eu vim aqui apresentar o jornal, me deu um
beijo no rosto, fingido que ia cochichar alguma coisa, e, no fim,
brincalhão como ele era, falou: 'É, bocão, eu só queria te dar um
beijo'. Queria informar aos senhores que o maior âncora da televisão
brasileira, o Ricardo Boechat, morreu hoje num acidente de helicóptero,
no Rodoanel, aqui em São Paulo".
Fonte, G1

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