O ritmo da pré-campanha à Presidência da República está acelerado
esta semana, a menos de cinco meses para o início oficial da disputa.
São eventos de lançamento e filiações, conversas com aliados e com
grupos políticos e viagens eleitoreiros que vão agitar as agendas dos
nomes que se colocam, até agora, para concorrer ao cargo.
Na
próxima quinta-feira, 8, o PDT fará “pré-lançamento da candidatura” do
ex-governador do Ceará Ciro Gomes, segundo explica o presidente nacional
da legenda, Carlos Lupi, em convite feito através do seu Facebook. O
evento será em Brasília, na sede do partido. No vídeo, Lupi destaca a
“competência” e a “vida limpa” do Ferreira Gomes.
Ontem, em evento organizado pela Prefeitura de Fortaleza, Ciro
afirmou em entrevista que esse lançamento é importante para projetar seu
nome em todo o País. “Às vezes, por causa da minha indignação com o que
está acontecendo, eu expresso isso de um jeito que o cearense que me
conhece sabe que eu sou assim, mas lá no Sul, no Sudeste, as pessoas me
ignoram, acham meio estranho, e eu preciso não deixar que esse tipo de
erro me acometa”, disse.
Ciro também agradeceu ao PDT e aos outros
partidos que têm o apoiado e disse sentir “o peso da responsabilidade
com o Brasil” nos ombros, “especialmente depois do que aconteceu com o
(ex-presidente) Lula”.
No mesmo dia, o presidente da Câmara dos
Deputados, Rodrigo Maia, também deverá ser lançado ao cargo pelo DEM. A
informação é do próprio parlamentar, que até então evitava dar
confirmações do seu nome. Segundo Maia, agora só falta o aval formal da
cúpula do partido. “Muitos colegas, parte da sociedade civil, alguns
empresários estão vendo nossa gestão na Câmara, essa coragem de
enfrentar temas de muitos anos atrás. Agora é esperar a convenção”,
disse. RODRIGO
MAIA deve ser lançado candidato à Presidência pela República, pelo DEM,
na próxima quinta-feira TÂNIA REGO/AGÊNCIA BRASILOntem,
o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos,
filiou-se ao Psol para disputar a Presidência com Sonia Guajajara de
vice. Boulos anunciou pré-candidatura, no sábado, 3, cercado de
ativistas, artistas, intelectuais e políticos. Os objetivos da
candidatura, segundo aliados de Boulos, são se posicionar para herdar
parte dos votos de Lula.
Hoje, Marina Silva, pré-candidata da
Rede, reúne-se com o partido recém-fundado Frente Favela Brasil (FFB)
para discutir as eleições. A ex-ministra do Meio Ambiente do governo
Lula tem postura mais discreta frente a outros concorrentes, que já
iniciaram o ano em intensa pré-campanha. É o caso de Ciro, que realizou
semana passada uma caravana pelo interior do Ceará.
Outro que não
tem fugido da agenda intensa é o ministro da Fazenda Henrique Meirelles.
Filiado ao PSD, ele tem demonstrado intenção de ser candidato, mas
espera pelo fim do prazo no próximo mês para encerrar as articulações.
Ele vem sendo cotado como candidato do MDB ao Planalto. Ontem, ele negou
que esteja negociando com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin
(PSDB) a posição de vice numa chapa encabeçada pelo tucano.
Nesse
contexto, grupo de intelectuais de esquerda, não necessariamente
petistas, defende o nome do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad não
como plano B do PT, caso Lula seja impedido de se candidatar. Artigo
foi criado pelo grupo “Eu voto no Haddad, me pergunte por quê”, formado
em 2016.
Nenhum comentário
Comente Esta Noticia