Três homens são presos por ataque a carro-forte

Três pessoas foram presas por suspeita de envolvimento na tentativa de assalto a um carro-forte na última terça-feira (11), no Parque São José. Os homens identificados como Raimundo dos Santos Neto, Eduardo Alves da Silva Júnior e Francisco Gledson Nogueira de Lucena são apontados pela Polícia Civil como integrantes do grupo que atacou o blindado. Na ação, quatro pessoas morreram e três foram baleadas, inclusive o titular da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), delegado da Polícia Civil, Raphael Vilarinho. O chefe do bando, Rafael Epifânio da Silva, permanece foragido.

O primeiro suspeito a ser encontrado pelos policiais foi Raimundo dos Santos Neto. De acordo com o delegado Diego Barreto, responsável pelo Setor de Inteligência da DRF, na quarta-feira (12), a Polícia recebeu denúncia anônima que um veículo Ford Fiesta, cor prata, tinha sido levado a uma oficina, no Parque Santa Rosa, com vidro estilhaçado e lataria alvejada.

Com a informação que um carro com iguais características teria sido utilizado durante o confronto, policiais se deslocaram até a oficina para identificar de quem era o veículo. Lá, conforme Barreto, foram informados que o Fiesta era de Raimundo dos Santos. Além disso, as investigações apontaram que Santos teve o rosto detectado pelas câmeras de segurança da lotérica dentro do mercantil, na hora exata do crime. Ele também é cunhado de Francisco Gledson Nogueira de Lucena, conhecido como 'Guegue', que foi visto por testemunhas saindo de um veículo Corolla, cor preta, que também foi utilizado na ação criminosa realizada terça-feira.

"Cruzamos as informações. Quando o Raimundo foi entrevistado, ele disse que estava na lotérica como cliente. Aí fomos até a casa do 'Guegue' e conduzimos os dois até a Delegacia. Eles negam participação do crime, mas os indícios colhidos na investigação dão conta que eles deram apoio logístico na ação", contou o delegado adjunto da DRF, Eduardo Tomé.

O terceiro preso foi Eduardo Alves da Silva Júnior, o 'Sorriso'. Ele havia sido identificado pela Polícia como um dos assaltantes, mas não havia sido localizado. Foi por meio de outra denúncia anônima que as autoridades souberam que Eduardo Alves estava na casa dele, situada na Rua Herculano Pena, bairro Presidente Vargas. Na madrugada de ontem, ele foi capturado.

"O Eduardo também tem participação confirmada no crime contra a lotérica de Maranguape - em junho deste ano - e no assalto ao carro-forte que recolhia dinheiro da lotérica da Granja Portugal - em abril. Ele confessou ter participado do crime dessa semana", disse Diego Barreto.

Os três presos foram autuados por latrocínio e pela tentativa de homicídio contra o delegado Raphael Vilarinho. Os suspeitos devem ser indiciados por formação de quadrilha, conforme a Polícia. Do trio preso, apenas Raimundo dos Santos não tinha antecedentes criminais.

Foragido
As investigações da DRF indicam que Rafael Epifânio é o chefe da quadrilha. Para a Polícia, o armamento utilizado na tentativa de assalto ao carro-forte, incluindo um fuzil, está em poder de Epifânio. "Ele é de altíssima periculosidade e tem uma vasta ficha criminal, incluindo passagem por sequestro", disse Eduardo Tomé.

Na ação criminosa da última terça-feira (11), um comerciante e três suspeitos foram mortos. Cristian de Oliveira Lopes, Samuel de Freitas Costa e Gabriel Veloso Lima de Sousa estaria armado e atirando contra os policiais quando foram alvejados. As autoridades investigam se o bando contava com informações privilegiadas de dentro da lotérica.

Fonte, DN

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