Polícia identifica homem suspeito de enviar carga de fuzis apreendida no Rio
O armamento - fuzis AK-47, AR-10 e G3 – estava acondicionado em
aquecedores de piscina. Os modelos dos fuzis só poderiam ser usados por
tropas de elite.
Nesta sexta, a polícia civil desmontou os fuzis apreendidos no
aeroporto e busca mais pistas para rastrear o caminho que as armas
fizeram do exterior até chegar ao Rio de Janeiro.
“O objetivo final dessa busca é identificar o primeiro comprador dessa
arma. Quem foi que teve o primeiro contato com essa arma de fogo pra nós
construirmos a cadeia até a chegada dela aqui no Brasil”, disse o
delegado Maurício Mendonça.
No termo de apreensão da Receita Federal consta o nome da empresa LSBN
Gestão Corporativa Comercial Limitada, como responsável pela carga.
Quatro homens foram presos, todos no Rio, suspeitos de envolvimento no
tráfico dos fuzis. Luciano Andrade Faria, dono de uma transportadora; o
despachante Márcio Pereira; João Vítor Silva Rosa, que segundo a polícia
faria a revenda das armas; e um comparsa, José Carlos dos Santos Lins.
Segundo a polícia, traficantes de comunidades do Rio têm recebido uma
grande quantidade de armas de guerra, vindas do exterior. Os
investigadores suspeitam que pelo menos trinta cargas já chegaram à
cidade para abastecer criminosos em diversas favelas. O número de
apreensões feitas pela polícia dá uma ideia do perigo.
Este ano, em 152 dias foram apreendidos 250 fuzis no Rio - quase dois por dia.
Segundo a Polícia Civil, nos últimos trinta dias, o ritmo aumentou e 90 fuzis foram apreendidos - uma média de três por dia.
Repare a arma deste bandido no vídeo é um fuzil ponto trinta, capaz de
derrubar um helicóptero. Cristiano de Jesus da Silva foi preso hoje na
ladeira dos Tabajaras. Havia três mandados de prisão contra ele. O outro
homem que aparece nas imagens, também fortemente armado, está sendo
procurado.
“Esse fuzil que ta na imagem ele é bem similar ao fuzil que [foi
apreendido ontem no modelo ar-10. Não é impossível que essa arma tenha
sido trazida por essa organização criminosa. A desarme está buscando
justamente identificar a rota do armamento a fim de identificarmos em
quais comunidades que eles podem estar sendo usados.
O advogado de Frederík Barbieri foi nesta sexta à delegacia e disse que precisa analisar o inquérito antes de se manifestar.
Fonte, G1

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