Denúncia é 'ficção', diz Temer
Brasília. Um dia após ser denunciado por corrupção passiva pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o presidente Michel Temer disse, ontem, em pronunciamento no Palácio do Planalto, que a denúncia é uma "ficção" e que Janot "reinventou o Código Penal" ao incluir a "denúncia por ilação". Temer afirmou que, do ponto de vista jurídico, sua preocupação é "mínima", mas que precisava se explicar no campo político.
"Sob o foco jurídico minha preocupação é mínima", disse o presidente. "Essa infâmia de natureza política, os senhores sabem que fui denunciado por corrupção passiva, a esta altura da vida, sem jamais ter recebido valores, nunca vi o dinheiro e não participei de acertos para cometer ilícitos. Afinal, onde estão as provas concretas de recebimento desses valores? Inexistem. Aliás, examinando a denúncia, percebo, e falo com conhecimento de causa, percebo que reinventaram o Código Penal e incluíram nova categoria: a denúncia por ilação", criticou.
Numa fala crítica ao procurador geral, Temer, apesar de dizer que não seria irresponsável e não faria ilações, colocou sob suspeita um ex-procurador próximo a Janot, Marcelo Miller, que atuou no acordo de delação da JBS. Ele afirmou que Miller, já na iniciativa privada, ganhou milhões e insinuou que o dinheiro pode não ter ido unicamente para o ex-procurador, mas também a Rodrigo Janot.
Em sua fala, que durou 17 minutos, Temer também criticou o fatiamento da denúncia e disse que esse ato é uma tentativa de criar "fatos semanais" e que a denúncia tem objetivo revanchista. O presidente voltou a dizer que jamais cometeu crimes e que seguirá com a mesma disposição para aprovar a agenda de reformas no Congresso e provar sua inocência. Ele também chamou Joesley Batista, que gravou conversa com Temer, de "senhor grampeador".
Linha de defesa
O advogado de defesa de Temer, Antonio Claudio Mariz, reforçou a linha adotada por Temer no pronunciamento.
"São 60 páginas de ilações, repetições, suposições, hipóteses, deduções subjetivas", escreveu o advogado. Em nota, o advogado disse que a defesa vai contestar o uso das gravações como provas.
Já o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, reafirmou, seu apoio ao presidente. "Eu sou membro do governo, o PSDB decidiu apoiar o governo e nós estamos no governo". Por sua vez, o primeiro vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS), afirmou, ontem, que Janot apresentou a denúncia para barrar a aprovação da reforma da Previdência no Congresso e ainda possibilitar a eleição do ex-presidente Lula.
Janot rebate
Numa carta enviada a colegas do Ministério Público Federal, o procurador-geral da República afirmou que denunciou Temer pelo crime de corrupção passiva, porque ninguém está acima da lei.
Janot afirma que adotou a medida porque este é o papel do procurador-geral diante de indícios de corrupção relacionada ao presidente. O procurador-geral reafirmou ainda que o Ministério Público não de dobra a nenhum tipo de pressão.
"Num regime democrático, sob o pálio do Estado de Direito, ninguém está acima da lei ou fora do seu alcance, cuja transgressão requer o pleno funcionamento das instituições para buscar as devidas responsabilidades", afirma Janot.
Ele também reagiu à insinuação feita por Temer no pronunciamento de que Janot se beneficiou financeiramente da remuneração de Miller. O procurador-geral da República afirmou que o ex-procurador da Lava-Jato Marcelo Miller não participou da negociação do acordo de delação premiada da JBS.
Fonte, DN
"Sob o foco jurídico minha preocupação é mínima", disse o presidente. "Essa infâmia de natureza política, os senhores sabem que fui denunciado por corrupção passiva, a esta altura da vida, sem jamais ter recebido valores, nunca vi o dinheiro e não participei de acertos para cometer ilícitos. Afinal, onde estão as provas concretas de recebimento desses valores? Inexistem. Aliás, examinando a denúncia, percebo, e falo com conhecimento de causa, percebo que reinventaram o Código Penal e incluíram nova categoria: a denúncia por ilação", criticou.
Numa fala crítica ao procurador geral, Temer, apesar de dizer que não seria irresponsável e não faria ilações, colocou sob suspeita um ex-procurador próximo a Janot, Marcelo Miller, que atuou no acordo de delação da JBS. Ele afirmou que Miller, já na iniciativa privada, ganhou milhões e insinuou que o dinheiro pode não ter ido unicamente para o ex-procurador, mas também a Rodrigo Janot.
Em sua fala, que durou 17 minutos, Temer também criticou o fatiamento da denúncia e disse que esse ato é uma tentativa de criar "fatos semanais" e que a denúncia tem objetivo revanchista. O presidente voltou a dizer que jamais cometeu crimes e que seguirá com a mesma disposição para aprovar a agenda de reformas no Congresso e provar sua inocência. Ele também chamou Joesley Batista, que gravou conversa com Temer, de "senhor grampeador".
Linha de defesa
O advogado de defesa de Temer, Antonio Claudio Mariz, reforçou a linha adotada por Temer no pronunciamento.
"São 60 páginas de ilações, repetições, suposições, hipóteses, deduções subjetivas", escreveu o advogado. Em nota, o advogado disse que a defesa vai contestar o uso das gravações como provas.
Já o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, reafirmou, seu apoio ao presidente. "Eu sou membro do governo, o PSDB decidiu apoiar o governo e nós estamos no governo". Por sua vez, o primeiro vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS), afirmou, ontem, que Janot apresentou a denúncia para barrar a aprovação da reforma da Previdência no Congresso e ainda possibilitar a eleição do ex-presidente Lula.
Janot rebate
Numa carta enviada a colegas do Ministério Público Federal, o procurador-geral da República afirmou que denunciou Temer pelo crime de corrupção passiva, porque ninguém está acima da lei.
Janot afirma que adotou a medida porque este é o papel do procurador-geral diante de indícios de corrupção relacionada ao presidente. O procurador-geral reafirmou ainda que o Ministério Público não de dobra a nenhum tipo de pressão.
"Num regime democrático, sob o pálio do Estado de Direito, ninguém está acima da lei ou fora do seu alcance, cuja transgressão requer o pleno funcionamento das instituições para buscar as devidas responsabilidades", afirma Janot.
Ele também reagiu à insinuação feita por Temer no pronunciamento de que Janot se beneficiou financeiramente da remuneração de Miller. O procurador-geral da República afirmou que o ex-procurador da Lava-Jato Marcelo Miller não participou da negociação do acordo de delação premiada da JBS.
Fonte, DN

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