Exigências Apenas 13,3% dos motociclistas seguem normas
A partir de hoje, os motociclistas (motoboys) que exercem atividades
remuneradas devem estar de acordo com as exigências imposta pelo
Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que tem o objetivo de tornar a
atividade mais segura e regulamentar o exercício da profissão. Em
Fortaleza, a pequena quantidade de motociclistas dentro dos padrões
preocupa as autoridades.

Na Capital, de acordo com dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), estima-se que pouco mais de dois mil dos aproximadamente 15 mil motociclistas que têm atividades remuneradas estão dentro das normas estabelecidas pelo Contran, ou seja, 13,3%.
As principais regras exigidas são curso de capacitação profissional, ter mais de 21 anos, uso de protetor de pernas, uso de colete com faixas reflexivas, uso de antena corta-pipa, moto com no máximo dez anos de fabricação e capacete com viseira. As regras valem para todo o território nacional.
Quem desrespeitar a medida poderá ser multado em R$ 191,54, ter o veículo apreendido e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa. Conforme o Detran, a expectativa é que as regras contribuam para o minimizar o número de acidentes com motos. Só no Instituto Dr. José Frota (IJF), entre janeiro e dezembro de 2012, quase nove mil pessoas foram atendidas, vítimas de acidentes de motos.
Recursos
Na opinião do motoboy Fernando Barroso, a determinação exige recursos que muitos deles não têm. "Pagar um curso de R$ 150,00 pode ser simples para muitas pessoas, mas não para alguns de nós", diz.
O curso exigido para os motociclistas tem duração de 30 horas, sendo 25 de aulas teóricas e cinco de atividades práticas. São ministradas aulas sobre saúde, transporte de cargas, ética, cidadania, segurança e risco sobre duas rodas, entre outras.
O presidente do Sindicato do Motociclistas de Fortaleza, Valteclar Borges Vieira, afirma que nenhum dos quatro mil motociclistas ligados ao sindicato fizeram o curso de capacitação profissional. Segundo conta Vieira, desde o ano de 2009,a categoria vem conversando com o governo do Estado para que auxilie, por meio da disponibilização de recursos, a qualificação dos motociclistas.
"O governo ficou de nos repassar uma ajuda, mas até agora não recebemos nada", declarou. A categoria reclama, também, do pouco tempo que teve para se adequar. "São muitos equipamentos e não podemos fazer isso do dia para a noite", explica.
As resoluções do Contran que estabelecem as novas regras foram sancionadas em 2009. O órgão concedeu dois anos para que os motociclistas se adaptassem às exigências. Porém, no ano passado, acabou adiando o prazo para fevereiro deste ano ao constatar que a maioria ainda estava fora dos padrões.
Conforme o Detran, nos outros estados brasileiros, cada profissional fica responsabilizado por arcar com os custos para se adequar às exigências.
Gastos
Em 2011, no Ceará, o custo de internações por acidentes com motociclistas pagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 196%. O Estado foi o segundo do Nordeste que mais gastou com despesas de hospitais e remédios para motociclistas: mais de R$ 5,3 milhões.
A equipe de reportagem procurou o governador do Estado, Cid Gomes, para comentar sobre a ajuda de custo que, segundo os motociclistas, foi prometida a eles. No entanto, o governador não pôde dar as respostas solicitadas porque estava visitando obras no Interior do Ceará.
LÍVIA LOPES REPÓRTER Fonte, DN

Na Capital, de acordo com dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), estima-se que pouco mais de dois mil dos aproximadamente 15 mil motociclistas que têm atividades remuneradas estão dentro das normas estabelecidas pelo Contran, ou seja, 13,3%.
As principais regras exigidas são curso de capacitação profissional, ter mais de 21 anos, uso de protetor de pernas, uso de colete com faixas reflexivas, uso de antena corta-pipa, moto com no máximo dez anos de fabricação e capacete com viseira. As regras valem para todo o território nacional.
Quem desrespeitar a medida poderá ser multado em R$ 191,54, ter o veículo apreendido e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa. Conforme o Detran, a expectativa é que as regras contribuam para o minimizar o número de acidentes com motos. Só no Instituto Dr. José Frota (IJF), entre janeiro e dezembro de 2012, quase nove mil pessoas foram atendidas, vítimas de acidentes de motos.
Recursos
Na opinião do motoboy Fernando Barroso, a determinação exige recursos que muitos deles não têm. "Pagar um curso de R$ 150,00 pode ser simples para muitas pessoas, mas não para alguns de nós", diz.
O curso exigido para os motociclistas tem duração de 30 horas, sendo 25 de aulas teóricas e cinco de atividades práticas. São ministradas aulas sobre saúde, transporte de cargas, ética, cidadania, segurança e risco sobre duas rodas, entre outras.
O presidente do Sindicato do Motociclistas de Fortaleza, Valteclar Borges Vieira, afirma que nenhum dos quatro mil motociclistas ligados ao sindicato fizeram o curso de capacitação profissional. Segundo conta Vieira, desde o ano de 2009,a categoria vem conversando com o governo do Estado para que auxilie, por meio da disponibilização de recursos, a qualificação dos motociclistas.
"O governo ficou de nos repassar uma ajuda, mas até agora não recebemos nada", declarou. A categoria reclama, também, do pouco tempo que teve para se adequar. "São muitos equipamentos e não podemos fazer isso do dia para a noite", explica.
As resoluções do Contran que estabelecem as novas regras foram sancionadas em 2009. O órgão concedeu dois anos para que os motociclistas se adaptassem às exigências. Porém, no ano passado, acabou adiando o prazo para fevereiro deste ano ao constatar que a maioria ainda estava fora dos padrões.
Conforme o Detran, nos outros estados brasileiros, cada profissional fica responsabilizado por arcar com os custos para se adequar às exigências.
Gastos
Em 2011, no Ceará, o custo de internações por acidentes com motociclistas pagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 196%. O Estado foi o segundo do Nordeste que mais gastou com despesas de hospitais e remédios para motociclistas: mais de R$ 5,3 milhões.
A equipe de reportagem procurou o governador do Estado, Cid Gomes, para comentar sobre a ajuda de custo que, segundo os motociclistas, foi prometida a eles. No entanto, o governador não pôde dar as respostas solicitadas porque estava visitando obras no Interior do Ceará.
LÍVIA LOPES REPÓRTER Fonte, DN
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