Queda de helicóptero mata oito pessoas em Goiás, diz polícia Entre as vítimas, está o principal suspeito da chacina em Doverlândia.






Cai helicóptero com suspeito de chacina em Goiás (Foto: Benedito Braga/Jornal Hoje/AE) 
Suspeito embarca momentos antes da queda
(Foto: Benedito Braga/Jornal Hoje/AE)

A Polícia Civil confirmou, na noite desta terça-feira (8), a morte dos oito ocupantes do helicóptero que caiu durante esta tarde a 35 quilômetros de Piranhas, no sudoeste de Goiás. A aeronave transportava para Goiânia os participantes da reconstituição da chacina que aconteceu no último dia 28 e deixou sete vítimas na cidade de Doverlândia.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Goiás, as vítimas são: o superintendente da Polícia Judiciária de Goiás, o delegado Antônio Gonçalves Pereira dos Santos; os delegados Bruno Rosa Carneiro, Osvalmir Carrasco Metali Júnior, Jorge Moreira da Silva e Vinícius Batista da Silva;  os peritos criminais Marcel de Paula Oliveira e Fabiano de Paula Silva; além do principal suspeito do crime, Aparecido de Souza Alves, 22 anos.
Delegado Jorge Moreira e delegado Antônio Gonçalves que estavam abordo da aerenova (Foto: Divulgação)
  Na queda, o helicóptero modelo AW 119 Koala explodiu e caiu na fazenda Afonso Junqueira, no bairro Indaiá, por volta das 15h40. Segundo relato de peões da região, a aeronave teria rodopiado. Assim que caiu, houve a explosão. Entre as vítimas, alguns corpos ficaram carbonizados e decapitados.

Veja abaixo a lista dos oficiais que morreram no acidente:

Nome: Antônio Gonçalves Pereira dos Santos
Função: Delegado de Polícia Civil desde 1982 - Superintendente de Polícia Judiciária
Policial Civil desde 1969, quando foi admitido para o cargo de Investigador.
Idade: 64 anos
Naturalidade: Pedro II - Piauí
Estado Civil: Casado
Número de Filhos: 03 filhos


Nome: Jorge Moreira da Silva
Função: Delegado de Polícia Civil desde 1982 - Titular da Delegacia Estadual de Repressão a Roubos de Cargas
Idade: 53 anos
Naturalidade: Porto Nacional - Tocantins
Estado Civil: Divorciado
Número de Filhos: 02 filhas


Nome: Bruno Rosa Carneiro
Função: Delegado de Polícia Civil desde 2004 - Chefe-adjunto do Grupo Aeropolicial
Idade: 32 anos
Naturalidade: Goiânia - GO
Estado Civil: Solteiro


Nome: Marcel de Paula Oliveira
Função: Perito Criminal desde 2010 - Farmacêutico Bioquímico - Lotado em Quirinópolis
Idade: 31 anos
Estado Civil: Solteiro



Nome: Osvalmir Carrasco Melati Júnior
Função: Delegado de Polícia Civil desde 2000 - Chefe do Grupo Aeropolicial
Idade: 38 anos
Estado Civil: Casado
Número de Filhos: 03 filhos



Nome: Vinícius Batista da Silva
Função: Delegado de Polícia Civil desde 2010 Titular da Delegacia de Iporá
Idade: 33 anos
Naturalidade: Goiânia - Goiás
Estado Civil: Casado
Número de Filhos: 01 filho


Nome: Fabiano de Paula Silva
Função:
Perito Criminal desde 2000 - Odontólogo - Lotado em Iporá
Idade: 37 anos
Estado Civil: Separado
Número de Filhos: 04 filhos

Além dos oficiais, Aparecido Souza Alves, único suspeito que confessou participação na chacina que deixou sete mortos em Doverlândia, também estava abordo da aeronave.
Segundo o Delegado de Piranhas, Diogo Rincon, que esteve no local, foram encontrados dois corpos ainda não identificados. Viaturas permanecem na região do acidente desde as 17h e outros dez carros da Polícia Civil se dirigem ao local.
O resgate dos corpos está sendo realizada pelo Corpo de Bombeiros. O local é de difícil acesso e não há previsão para a conclusão da operação. Os motivos da queda estão sob investigação. Segundo informações da assessoria de imprensa da Polícia Civil, o helicóptero estava com a revisão em dia, que havia sido feita ontem (7/5).
De acordo com nota da Secretaria Estadual de Segurança Pública e Justiça, o secretário João Furtado Neto, assim que soube do acidente às 16h40, enviou ao local do acidente equipes de terra, além de um helicóptero do Corpo de Bombeiros com peritos e delegados para isolar o local e providenciar a identificação das vítimas.
O Ministério da Justiça, Departamento de Aviação Civil (DAC) e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), foram contactados pela secretaria e informados sobre o acidente.
O governador Marconi Perillo, tão logo soube do acidente, lamentou profundamente o ocorrido e decretou luto oficial de três dias no Estado, em respeito aos policiais civis e demais vítimas da tragédia.
Fonte: Mais Goiás
Guarnições do Corpo de Bombeiros de Goiânia, Iporá e Rio Verde participam do resgate.
ReconstituiçãoA Polícia Civil de Goiás retomou, na manhã desta terça-feira, a reconstituição da chacina. O crime aconteceu no dia 28 de abril, em uma fazenda onde sete pessoas morreram degoladas.
O superintendente da Polícia Judiciária em Goiás, o delegado Antônio Gonçalves, e o delegado de Doverlândia, Vinícius da Silva, estavam responsáveis por conduzir o segundo dia dos trabalhos de reprodução simulada dos fatos. Na primeira parte da reconstituição, realizada na última quinta-feira (3) com a coordenação da delegada-geral de Polícia Civil, Adriana Accorsi, os investigadores teatralizaram, com ajuda de dublês, as duas primeiras mortes: do proprietário da fazenda e do filho dele, mortos dentro da casa.
Nesta terça, a polícia decidiu usar manequins para representar as cinco vítimas mortas na área externa da propriedade. Segundo Antônio Gonçalves, o mudança tem como objetivo facilitar os trabalhos. "Nestas cenas, os corpos serão arrastados no pasto. Com manequins fica mais fácil", explicou o delegado.

Suspeito
  Assim como no primeiro dia da reconstituição, o principal suspeito do crime, Aparecido Souza Alves, 22 anos, foi a Doverlândia acompanhar os trabalhos.  "Ele vai falando o que aconteceu, enquanto os peritos vão encenando, filmando e fotografando", detalha Gonçalves. Segundo ele, como não há nenhuma testemunha visual dos fatos, essa é uma importante prova técnica para desvendar o caso.
Mapa Doverlândia Piranhas, em Goiás (Foto: Editoria de Arte/G1)
Aparecido, que confessou ser o autor da chacina, chegou a dizer que matou as sete vítimas sozinho. Mas, durante o primeiro dia da reconstituição, disse ter tido ajuda no pai durantes as execuções. A hipótese, apesar de ainda estar sendo investigada, é considerada "difícil", pela polícia. "O pai dele alega que esteve em uma cooperativa até as 15h. Ele teria que ter andado 15 quilômetros a pé em menos de uma hora para estar na fazenda na hora em que o crime começou", disse o superintendente na segunda-feira (7).
No mesmo dia, Aparecido passou por novos exames psicólogos. O objetivo era traçar o perfil psicológico do suspeito, que já havia mudado a versão dos fatos por diversas vezes, tanto sobre a participação de pessoas quanto à motivação. A única certeza da polícia era que o jovem cometeu os crimes, pois com ele a polícia encontrou o celular de uma das vítimas, roupas sujas de terra e de sangue, além dele ter deixado na casa do pai duas armas, uma delas roubada na fazenda.

Vítimas
No último dia 28 de abril, sete pessoas foram degoladas em uma fazenda na zona rural de Doverlândia. Morreram o dono da fazenda e o filho dele, um caseiro da propriedade e dois casais que haviam ido visitar o fazendeiro. Três pessoas estão presas. Segundo a polícia, eles foram ouvidos e negaram participação no crime.
Fonte, G1 GO

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